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Estudante de Administração de Empresas, pesquisador acadêmico na área de Turismo e apaixonado por leitura. Dezenove anos de idade. E desde sempre usando da Astrologia para justificar seus defeitos.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

American Gods - Neil Gaiman



Sem dúvidas sou suspeito quando o assunto é Neil Gaiman.
O conheci ao ler Coraline no Ensino Médio e com trabalhos posteriores que tive contato pude confirmar o quão imaginativo este escritor britânico é.
A forma com que Gaiman constrói narrativas sem se prender de forma alguma a amarras da realidade é fascinante. Percebe-se claramente a fertilidade de suas ideias, quando em mundos “reais” ele cria personagens que não questionam as anomalias ficcionais as quais são condicionados.
Em American Gods (Deus Americanos) estes aspectos não ficam de fora e logo no primeiro capítulo somos introduzidos de forma dramática a Shadow. Presidiário prestes a ser liberto, que por suscetíveis vezes refere-se a uma tempestade que esta por vir, algo bem espiritual.

SPOILERS!!

Ainda na prisão, Shadow recebe a notícia que sua esposa Laura faleceu em um acidente de carro. E por isso recebe permissão para ir mais cedo. Sem chorar ou parecer conturbado ele aceita a realidade e voltando para casa encontra no avião o misterioso Wednesday (Quarta-feira na versão brasileira? – Me digam, não sei hue), que o oferece um emprego. O pagamento? Tudo que Shadow desejar.
E a partir daí que as características que citei lá em cima aparecem.
Shadow até questiona Wednesday com relação a várias coisas. Mas não fica tão perturbado ao ver sua esposa morta andando por aí como se estivesse viva e até mesmo beija o cadáver. E uma das coisas mais pesadas, eu diria, aceita jogar damas valendo sua própria vida. 
Além disso, fiquei um pouco atônito com a passividade e a falta de comoção quando no velório de Laura, uma amiga cospe na face dela (Shadow descobre mais tarde que é chifrudo). Complexo.
Lembro vagamente de um conto que li do personagem Shadow no livro Coisas Frágeis, e apesar de não lembrar muito bem da estória, sei que gostei mais do conto. Achei o livro um pouco estático. Esperei o tempo inteiro por um ápice que não chegou. E até demorei mais que o normal para termina-lo.
Ao final de alguns capítulos Gaiman nos presenteia com alguns contos sobre deuses. Amo os contos do Gaiman haha’.
(Li a versão Paperback da editora Harper, bem simples).
Bem, é isso pessoal.
O livro é bom, vale a pena. Mas faltou um clímax mais pesado. Dou 4 marcadores para esse livro.
Abraços leitores ^^





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